Alquimia do Tarot
uma outra forma de viver o tarot

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Tarot, consciência e vida

 

Só arriscando em cada hora que passa, poderemos viver em todas as horas.

Ralph Waldo Emerson
 

O Tarot é um instrumento de autoconhecimento e de expansão da consciência. Penso que o futuro é uma dimensão psicológica e que somente o presente pode realmente experimentar-se. O futuro não pode determinar-se como algo que nos é exterior, mas é determinado essencialmente pela nossa própria responsabilidade. O futuro existe enquanto possibilidade. Cada decisão tomada no presente gera novas possibilidades e apresenta novas alternativas para construir um futuro melhor, potenciando em nós, o melhor de nós mesmos.

É essa a função que atribuo ao Tarot. Vejo-o como um meio de aconselhamento para lidar criativamente com as situações da vida, e em particular com aquelas que, pelo seu grau de desafio, podem revelar-se como sendo uma oportunidade para elevar a consciência da nossa existência.

Tal como diz Rachel Pollack: "Uma leitura de Tarot feita com honestidade é um acto de risco e de coragem ". É um confronto consigo mesmo, um salto para o desconhecido, a expressão da realidade profunda do verdadeiro eu, que é o testemunho mais elevado da sua vida.

Este
eu é a consciência de si mesmo que integra os conteúdos do inconsciente, expandindo os horizontes da consciência até á fronteira em que já não existe dualidade entre matéria e mente.

É o sentido íntimo que nos faz pensar, sentir e agir como parte integrante de um todo, de uma profunda e oculta ordem da natureza e da vida, no seio da qual interagem a experiência da existência e a liberdade transformadora da consciência.

A todos os que aspiram a iniciar a viagem da autodescoberta da sua verdadeira natureza, procurando, no interior de si mesmos, a verdade além da ilusão, recomendo a utilização do baralho "Osho Zen Tarot", que é um meio eficaz para o exercício do despertar da nova consciência.

Inspirado nos ensinamentos de Osho e, em particular, na filosofia do Budismo Zen, faz apelo à intuição, à sensibilidade, à coragem e à capacidade individual de transformar o sentido último da consciência para tornar-se um buda.

O estado de
buda não é obrigatoriamente associado à prática do Budismo, mas é simplesmente o trabalho interior para atingir um novo estado de consciência.

É também uma prática diária que ensina a viver o presente enquanto única realidade do tempo: o passado (memórias) e o futuro (projecções) são exclusivamente estados mentais.

Viver o presente é aprender a harmonizar o ritmo do espaço exterior e a vivência do mundo interior, fundindo ambos num único impulso para a vida.

O modo como vivemos as nossas vidas transforma-nos naquilo que somos, na revelação pessoal de estarmos aqui e agora, e de como devemos agir para despertar a
criança interior que habita o centro profundo da consciência. Citando Sensei Taisen Deshimaru: " É-nos necessário regressar a nós mesmos".  


 
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