Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.
Carl Gustav Jung
O Tarot é um instrumento de
autoconhecimento e de expansão da consciência. Penso que o futuro é uma dimensão psicológica e que somente o presente pode realmente experimentar-se. O futuro não pode determinar-se como algo que nos é exterior, mas é
determinado essencialmente pela nossa própria responsabilidade. O futuro existe enquanto possibilidade. Cada decisão tomada no presente gera novas possibilidades e apresenta novas alternativas para construir um futuro
melhor, potenciando em nós, o melhor de nós mesmos.
É essa a função que atribuo ao Tarot. Vejo-o como um meio de aconselhamento para lidar criativamente com as situações da vida, e em particular com aquelas que, pelo seu grau de desafio, podem revelar-se como sendo uma
oportunidade para elevar a consciência da nossa existência.
Tal como diz
Rachel Pollack:
"Uma leitura de Tarot feita com honestidade é um acto de risco e de coragem ". É um confronto consigo mesmo, um salto para o desconhecido, a expressão da realidade profunda do verdadeiro
eu, que é o testemunho mais elevado da
sua vida.
Este eu é a consciência de si
mesmo que integra os conteúdos do inconsciente, expandindo os horizontes da consciência até á fronteira em que já não existe dualidade entre matéria e mente.
É o sentido íntimo que nos faz pensar, sentir e agir como parte integrante de um todo, de uma profunda e oculta ordem da natureza e da vida, no seio da qual interagem a experiência da existência e a liberdade
transformadora da consciência.
A todos os que aspiram a iniciar a viagem da autodescoberta da sua verdadeira natureza,
procurando, no interior de si mesmos, a verdade além da ilusão, recomendo a utilização do baralho "Osho Zen Tarot", que é um meio eficaz para o exercício do despertar da nova consciência.
Inspirado nos ensinamentos de
Osho
e, em particular, na filosofia do Budismo Zen, faz apelo à intuição, à sensibilidade, à coragem e à capacidade individual de transformar o sentido
último da consciência para tornar-se um
buda.
O estado de
buda não é
obrigatoriamente associado à prática do
Budismo, mas é simplesmente o trabalho interior para atingir
um novo estado de consciência.
É também uma prática diária que ensina a viver o presente enquanto única realidade do tempo: o passado (memórias) e o futuro (projecções) são exclusivamente estados mentais.
Viver o presente é aprender a harmonizar o ritmo do espaço exterior e a vivência do mundo interior, fundindo ambos num único impulso para a vida.
O modo como vivemos as nossas vidas transforma-nos naquilo que somos, na revelação pessoal de estarmos aqui e agora, e de como devemos agir para despertar a
criança interior que habita o centro
profundo da consciência. Citando
Sensei
Taisen Deshimaru: " É-nos necessário regressar a nós mesmos".
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